A arquitetura indiana tem-se desenvolvido há milhares de anos através da interação entre as tradições locais e indígenas e as influências estrangeiras. As culturas que se foram sucedendo demonstraram uma capacidade admirável para absorver ideias de uma tradição e transforma-las de acordo com as necessidades e os requisitos de outra. Daqui resultou uma diversidade que denota a riqueza da história cultural deste subcontinente.
Síntese cultural; trabalho em pedra; Hinduísmo; Budismo; Islão
Como convém a um subcontinente grande e densamente populoso, a arquitetura na Índia varia bastante de acordo com a região e tem marcas de numerosas influências. O rio Indus no Paquistão moderno alimentou uma das mais antigas civilizações do mundo, desde meados do terceiro milénio a.C. até o início do segundo milénio. Isso deu origem a vários agrupamentos urbanos extensos e deixou marcas muito para além do vale do rio e seus afluentes, mas os registros escritos são escassos e indecifráveis. Subsequentemente, e com crescente intensidade desde o século IV a.C., a arquitetura indiana tem mostrado uma notável habilidade para assimilar influências estrangeiras, desenvolvendo-se através de um processo de adaptação mútua entre ideias novas e indígenas ou costumes estabelecidos. Isto é particularmente evidente em edifícios religiosos. O hinduísmo, a mais antiga das grandes religiões indianas, surgiu quando a prática religiosa trocou os rituais sacrificiais pela adoração; a sua arquitetura inicial derivada de formulas matemáticas abstrusas conhecidas apenas pela classe eclesiástica dominante. O Budismo e o Jainismo surgiram, em parte, como reações a esta teocracia e as suas diferentes praticas religiosas necessitavam de um tipo de arquitetura diferente.
O Budismo introduziu a duração congregacional, requerendo espaços diferentes para as devoções individuais do Hinduísmo, e também desenvolveu a stupa, um santuário que contem as cinzas daqueles que cumpriram o objetivo do Budismo – alcançar a sabedoria. A consciência desta necessidade foi um incentivo para adsorver influencias estrangeiras como Classismo Helénico, que chegou à Índia através de Alexandre o Grande no século IV a.C.
A chegada do Islão, a partir do século XII d.C., trouxe o florescimento desta característica evolutiva da arquitetura indiana. Enquanto as prescrições islâmicas soibre a representação naturalística tinham efeito profundo na decoração, a propensão para integrar a tradição da arquitetura com a prática religiosa continuava. Na sua nova capital Fatehpur Sikri, o Imperador Mughal Akbar tentou incorporar as decorações islâmicas, budista, hindu e até gótica numa unidade simbólica; e o seu neto, Shah Jahan, construiu o Taj Mahal, o epítome da arquitetura, tanto indiana como islâmica.
EDIFÍCIOS PRINCIPAIS
| ↑ | Taj Mahal. Agra, Índia, 1630-53 Uma tremeluzente visão de marmore branco imbutido, intercalado com pedras coloridas rodeado por um jardim formal, o Taj mahal é um tributo ao amor que Shah Jehan tinha pela sua esposa favorita Mumtaz Mahal. Sendo o maior dos túmulos Mughal, é tanto o mais familiar tabalho de arquitetura indiana como a personificação da sua capacidade de absorver e fundir varias tradições. |
| ↑ | Hawa Mahal, Jaipur, 1799 Parte do Palácio citadino do Marajá, esta estrutura é também conhecida com Palácio dos Ventos, e o Jali ou ornamentação dos tetos - foi uma inovação Mughal mas aqui foi usada para um principe hindu e rajput. O seu principal objetivo era permitir a entrada e até acelerar o movimento do ar atraves do edficio sem deixar ver o seu interior, sendo esta uma caracteristica dos aposentos das mulheres. |
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