Pré-Classicismo

Templo de LuxorApesar das semelhanças gerais entre as civilizações antigas (como estarem dependentes das condições favoráveis da natureza para a produção de alimentos) estas tinha tendência apara emergir isoladas umas das outras e desenvolver características diferentes. Mas as civilizações do antigo Médio Oriente tinham tal proximidade entre si que cedo começaram a interagir, tendo eventualmente contribuído para o Classicismo Helenista e aceitado a sua influência.
 
Monumentalidade; preservação; comemoração; escravatura; civilização
 
As condições climatérica e a disponibilidade da água dos rios existentes no território do antigo Médio Oriente garantiram a estabilidade necessária para o desenvolvimento de numerosas civilizações no segundo e terceiro milênios a. C. A mais influente e duradoura de todas foi o Egipto, onde enchentes regulares e previsíveis no rio Nilo tornaram férteis as margens formadas por solo do deserto. O Homem instalou-se lá desde muito cedo e os seus artefactos tornaram-se cada vez mais sofisticados até que, no início do terceiro milênio, começou a construir edifícios, cujas ruinas ainda subsistem. Os seus vestígios mais notáveis são túmulos e templos, que refletem edificações teocráticas do Antigo Egipto. A evolução destas criações dá-nos uma percepção sobre a mudança de poder entre os reis e os padres. Os seus monumentos mais conhecidos, as pirâmides, surgiram dos primeiros exemplos no início do terceiro milênio, para culminarem nas Grandes Piramides de Gizé, acabadas por volta de 2.500 a.C. Estes túmulos reais simbolizavam a passagem do faraó da vida humana à divina. Depois de 2000 a.C., surgiram vários templos, como Ammon, em Karnak. Construído durante varias centenas de anos, e por seus sucessivos reinados, é o monumento à evolução de crenças particulares e não a monarcas específicos. Ao utilizar características arquitetônicas como colunas ornamentadas com motivos da natureza mas imbuídos de significado simbólico, pode ser considerado um “prenúncio” do classicismo; no entanto, no século XIX, o predomínio de monumentos fúnebres no Antigo Egipto levou à sua associação com a morte.
Também se pode detectar vestígios de civilizações igualmente antigas na Mesopotâmia, onde os principais rios, o Tigre e o Eufrates e vários afluentes sustentavam numerosos estados mais pequenos do que nunca atingiram a unidade ou continuidade do Egipto. Muitos dos seus edifícios foram construídos com tijolos cozidos ao sol. A sua arquitetura monumental, marcada por volumes enormes e paredes massivas, adquiriram gradualmente uma sofisticada decoração de superfície. Desde o século IV, à semelhança do Egipto, houve interação crescente com a emergente civilização helénica da Grécia.
EDIFÍCIOS PRINCIPAIS
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As grandes pirâmides, Gizé, nas imediações do Cairo, c. 2723-2563 a.C., a partir da esquerda: a de Miquérinos, Quéfren, Quéops, tem quase 150 m de altura. Estas pirâmides eram túmulos reais e o modo como estão organizadas reflecte as crenças egípcias sobre a transição para uma vida depois da morte. Elas estão orientadas pelos pontos cardeais; cada lado é quase um triangulo equilátero, e sua disposição reflecte o padrão de constelações consideradas importantes.
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Portão de Ishtar, Babilônia, 605-593 a.C., “A humanidade contemplará maravilhada”, escreveu Nebuchadnezzar II, sobre o Portão Ishtar, uma das suas obras de reconstrução da cidade da Babilônia. Os elementos de cerâmica vidrada utilizados como padrão decorativo, atenuam e evocam Ishtar deusa da guerra e da sexualidade irrefreável, e o seu animal sagrado, o leão.

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